sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ponta dos Rosais

À saída de Velas, a caminho dos Rosais, regresso ao ambiente bucólico.

À entrada do Parque Florestal Sete Fontes, sigo as indicações da tabuleta: 
reduzo a velocidade de 6 para 3 km por hora.

Longo é o caminho até à Ponta dos Rosais. O prolongado silêncio apenas foi interrompido pelo mugir das vacas ou pela passagem de um ou outro agricultor.

Vacas sebastiânicas.

Pico e Faial vistos do interior da vigia da baleia da Ponta dos Rosais.

Pico etéreo.

Complexo do Farol dos Rosais visto da vigia.

Quando foi inaugurado, em 1958, era o melhor farol do território nacional. Os sismos limitaram-lhe a existência. A crise sísmica de 1964 forçou a primeira evacuação das famílias que ali viviam; o terramoto de 1980 provocou o abandono definitivo. Hoje, é um espaço fantasmagórico. Nas paredes, há registos de breves aventuras de verão e algumas notas de humor: “Está a ser filmado!”

Degradação e abandono.

Luzes e sombras.

Entrada principal e céu índigo.

As melhores vistas escondem-se nas traseiras do complexo. Afastam-se as matas e vemos a Ponta dos Rosais, a cabeça do Dragão, o penhasco derradeiro de S. Jorge.

Visão aberta do Atlântico, com as ilhas do Pico e do Faial. Do ponto de vista simbólico, a minha viagem chegou ao fim. O longo caminho de regresso a Velas deu-me tempo para balanços dos dias jorgenses.