sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Velas

Miradouro de Velas, o concelho mais importante de S. Jorge. “Os naturais (…) das duas vertentes da Serra única e longitudinal de S. Jorge (…) acostumam-se de meninos ao palpite e à sondagem do horizonte: são naturalmente vigias ou velas. A atitude radical do ilhéu é chegar à porta de casa e interrogar o mar. (…) O nome da vila de Velas, que coube à cabeça de povoamento de S. Jorge, põe na ilha alpestre essa espécie de divisa do destino islenho – que é vigiar, velar.” Vitorino Nemésio, em O Corsário das Ilhas.

Barco interilhas S. Roque do Pico -Velas.

Havana em Velas. 
Um momento Buena Vista Social Club na Praça da República.

Rua Francisco de Lacerda, principal artéria comercial.

A Igreja Matriz de Velas possui um pequeno e interessante museu de arte sacra. O Café Açor tem uma ala lateral sobre a Praça Velha, o espaço nobre e mais antigo da vila.

Na marginal, o auditório amarelo está assente nas fundações do antigo Forte Nossa Senhora da Conceição que protegia a entrada oeste do porto.

Cais de Velas, em 1913. Desmancho da baleia. Os cetáceos eram acostados ao cais e as mantas de toucinho retiradas com ajuda de um guindaste. A partir de 1946, a maioria dos cachalotes passou a ser processada nas fábricas do Pico e do Faial. Fonte: Ilustração Portuguesa através do www.portodacalheta.blogspot.com 

Cais de Velas em 2014.

Retoques na pintura. Cais de Velas. Do alto do firmamento, protegido pelo seu bando de milhafres, diz o valente açor aos pobres pintainhos: “Não sejam piegas!” Mas, cá em baixo, no galinheiro, o apego ao Calimero é intemporal: o milho é pouco, as raposas estão sempre à espreita e há que aguentar com o fedor das doninhas.