quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Vila do Bispo

Farol do Cabo S. Vicente

Cabo S. Vicente, o fim ou o princípio da costa ocidental portuguesa.

Sagres I

Sagres II

Tonel - Sagres III

Sagres IV

Atalaia - Sagres V

Sagres VI

A placa celebra a chegada dos portugueses ao Japão, em 1543, 
e a geminação de Vila do Bispo com Nishinoomote, a capital da ilha de Tanegashima.

Um abraço ao Paulo Chaves, pelo muito que vi e aprendi sobre o Japão.

Salema I

Junto às escadas de acesso à praia, 
há pegadas de dinossauros com 140 milhões de anos - Salema II

Salema III


Aljezur

Odeceixe I

Odeceixe II

Odeceixe III

Arrifana I

Arrifana II

Arrifana III

Amado I

Amado II

Amado III

Odemira II

Carvalhal I

Carvalhal II

Carvalhal III

Azenhas do Mar

A caminho da Praia da Amália

Amália I

Amália II

Odemira I


Zambujeira do Mar I


Zambujeira do Mar II


Zambujeira do Mar III


Zambujeira do Mar IV


Alteirinhos I


Alteirinhos II


Alvorião I


Alvorião II

Na Costa Vicentina

Este pequeno texto introdutório não é um guia ou um roteiro. Não tem grandes conselhos, mas expõe opiniões e relata algumas experiências pessoais. O seu objectivo é contextualizar um conjunto de fotografias da costa vicentina e da cidade de Lagos. A ordem geográfica de apresentação, de Norte para Sul (Odemira, Aljezur, Vila do Bispo e Lagos), facilita a localização de quem as vê, se nelas encontrar interesse, mas não corresponde ao itinerário cronológico realizado. Como em qualquer viagem, planeia-se, tomam-se notas, faz-se um projecto que é muitas vezes alterado no terreno, por impulsos do momento ou enganos na estrada. Fui aonde se vai quase sempre, mas também aonde pouco se vai.

Ao viajar pelo meu país, viajo por dentro de mim mesmo, pela cultura que me formou e pela memória de juventude. No promontório de Sagres ninguém olha o mar sem pensar na nossa História e no muito que se escreveu sobre esse chamamento marítimo, essa intimidação para ir mais além. Em Vila Nova de Milfontes não pude deixar de sentir uma certa tristeza quando reparei que o Restaurante-Café Miramar estava encerrado e a sua esplanada transformada em parque automóvel (Largo Brito Pais, marginal Norte do rio Mira). Esta era uma das melhores recordações dos meus primeiros contactos com a costa vicentina há quase vinte e cinco anos.

Entre aquele que vê e aquilo que é visto, dá-se um encontro nem sempre pacífico e aberto a subjectividades. Porto Covo, Milfontes e a Zambujeira do Mar estão um pouco “algarvenizados”. Não há delírios arquitectónicos nem o crescimento foi feito à bruta, reconheça-se, mas o processo é irreversível. Os festivais de Verão, a pressão imobiliária e a promoção da costa vicentina como alternativa ao esgotamento algarvio tiveram efeitos sobre o planeamento urbanístico e o comércio. Há mais construção, os restaurantes ficam lotados antes de anoitecer, o estacionamento varia entre o difícil e o caótico. Com raras excepções, o artesanato está banalizado e sofre a concorrência das lojas chinesas e das parafernálias budistas. O equilíbrio que havia entre forasteiros e locais há mais de duas décadas rompeu-se nos dias de hoje. O progresso trouxe os excessos da época estival iguais a outras terras de praia e levou o encanto de outrora para todo o sempre.

Fora do perímetro urbano costeiro, há dezenas de quilómetros que pouco ou nada foram tocados pelo homem, com dunas, praias selvagens, falésias e estratos geológicos dispostos nas posições mais surpreendentes, dobrados ou quebrados pelas forças tectónicas, entregues ao marulhar das ondas e ao permanente sopro da brisa atlântica. Entre diversas praias admiráveis, há uma inesquecível: a Praia da Amália, no Brejão, concelho de Odemira, assim chamada por se encontrar defronte da casa de férias da fadista. O acesso faz-se por um caminho escuro e húmido, pelo meio de canaviais e árvores, a lembrar alguns trilhos pedestres açorianos. No fim, desemboca-se numa enseada, por onde se desce até à praia. Lá em baixo, há uma pequena cascata e um extenso areal protegido do vento pela muralha de penhascos disposta em U. Apesar de já não ser nenhum segredo, a praia está praticamente deserta. Numa manhã de Agosto ainda é possível encontrar o paraíso na costa portuguesa.

domingo, 4 de outubro de 2015

Ponta Delgada – cidade

Nunca cá vivi, nem conheço a cidade na ponta dos dedos. No entanto, movimento-me sem grandes problemas na malha urbana do centro. Quatro anos de visitas a Ponta Delgada deram-me esse estatuto e fizeram com que adquirisse alguns hábitos de que gosto: tomar café no Largo da Matriz, comprar fruta no mercado municipal, espreitar a programação do Teatro Micaelense, folhear um livro na Livraria Solmar, imaginar aventuras transatlânticas nos veleiros da marina, comer peixe grelhado num restaurante da baixa, contemplar o horizonte no Miradouro da Ermida da Mãe de Deus, caminhar na Avenida Infante D. Henrique até às Portas do Mar e beber uma Melo Abreu Especial numa esplanada. Nesta viagem, acrescentei mais um: tomar chá verde Gorreana na Louvre Michaelense, uma antiga chapelaria centenária, reaberta recentemente e reconvertida numa mercearia gourmet. Num lindíssimo domingo de manhã (coisa rara, céu sem nuvens!), dou um passeio a pé pela cidade, ainda meio adormecida pela febre de sábado à noite e pela hora madrugadora, e despeço-me destes lugares e destes pequenos prazeres, sem certezas de um novo regresso, mas sempre com o renovado desejo de voltar.

Portas da Cidade, Praça Gonçalo Velho Cabral.

Portal Sul da Igreja Matriz de S. Sebastião.

Largo da Matriz.

Louvre Michaelense, Rua António José de Almeida.

Mercado Municipal.

Marina.

Rua do Arco.

Teatro Micaelense.

Rua de S. João.

Ermida da Mãe de Deus.

Portas do Mar.

Furnas – Povoação

“Alguns parques de maravilha, algumas casinhas caiadas de branco, duas ou três com aspecto fidalgo – e uma falsa tranquilidade, o ar de quem faz isto espalhafato para nos iludir e atordoar – talvez para nos apanhar desprevenidos… Mas eu tranquilo é que não durmo em cima do vulcão…” Assim descreveu Raul Brandão, em 1924, a sua passagem pelas Furnas, no final do seu périplo açoriano, n`As Ilhas Desconhecidas. Na realidade, o famoso vale é a cratera de um vulcão, adormecido desde 1630, mas que, através de manifestações em lume brando - fumarolas que impregnam o ar de enxofre, terras cinzentas que borbulham, vapores que cozem alimentos, piscinas termais de água quente - nos lembra, constantemente, a sua presença (http://siaram.azores.gov.pt/vulcanismo/vulcao-furnas/_texto.html).

O Parque Terra Nostra (PTN) é a maravilha das Furnas. Fundado em 1775, por Thomas Hickling, então Cônsul dos Estados Unidos, é reconhecido pela riqueza e diversidade de plantas e árvores endémicas e exóticas do seu jardim botânico (http://www.parqueterranostra.com/pt-pt/home.aspx). Tomar banho no tanque do parque é uma experiência única pela sensação de bem-estar. As águas ferrugentas são provenientes de uma nascente de água termal e encontram-se a uma temperatura que oscila entre os 35ºC-40ºC. Antes de relaxar o corpo e rejuvenescer o espírito, a única preocupação do banhista reside na escolha da roupa para evitar surpresas desagradáveis no final. No meu caso, não fiquei a perder: entrei na água com uns velhos calções brancos e saí com uns novos cor de tijolo!

Na mata das Furnas.

 Fumarolas junto à Lagoa das Furnas.

 Preparação do cozido das Furnas.

 Lagoa das Furnas.

 Um elefante furioso ataca o fotógrafo
 perante a indiferença do temível Leão das Furnas.

 Piscina termal e Casa do Parque I, PTN.

 Piscina termal e Casa do Parque II, PTN.

 Jardim botânico I, PTN.

 Jardim botânico II, PTN.

 Fumarolas no centro da vila I.

Fumarolas no centro da vila II.

Fumarolas no centro da vila III.

Lagoa das Furnas a partir do Pico do Ferro