O
passado jugoslavo de Split é uma herança histórica menos visitável da cidade.
Para encontrá-la é necessário disponibilidade, pois ela não se revela no
imediato nem está concentrada numa só área. O bairro Split 3 é o mais conhecido
e estudado. Em 2019, foi incluído numa exposição no MoMA, em Nova Iorque,
intitulada “Toward a Concrete Utopia Architecture in Yugoslavia, 1948–1980”.
Construído nas décadas de 60 e 70, combina funcionalidade construtiva e visão
social em simbiose com o ambiente, nomeadamente, através da orientação solar,
da ventilação natural e da proximidade com o mar. Apesar dos sinais de
degradação da passagem do tempo, muitas linhas arquitetónicas mantêm intacta a
sua modernidade.
Junto ao Hospital Universitário KBC, o Krstarica ("Cruzador", 1970-1974),
um edifício singular que lembra um navio monstruoso. A estrutura foi projetada
para simbolizar o poder naval jugoslavo e o seu papel no Movimento dos Não
Alinhados. O prédio foi a etapa inicial de uma longa caminhada pelo bairro.
O Complexo Desportivo Gripe foi construído para os Jogos do Mediterrâneo, em
1979.
Complexo Desportivo Gripe II.
No bairro Poljud, este edifício é conhecido informalmente por “Muralha da
China”.
A “Muralha da China” em Split.
Em Poljud localiza-se o Estádio do Hajduk, construído igualmente para os
Jogos do Mediterrâneo. Várias equipas portuguesas e a seleção nacional jogaram
neste local.
No exterior da Estação de Comboios, uma pintura num cilindro recorda o evento
desportivo.
Em Split há uma paixão irracional pelo Hajduk e uma rivalidade feroz com o
Dínamo de Zagreb. Por toda a cidade encontram-se emblemas pintados nos prédios,
bandeiras nas janelas e…
… antigas glórias imortalizadas.
Peça de artilharia em Kašjuni usada na proteção de Split, em 1991-92.
Uma relíquia da guerra estacionada num canto da Estação. Um comboio blindado
com aço e cimento, feito a partir de uma locomotiva e duas carruagens.
Foi construído em 1991, pelo exército e pelos estaleiros navais de Split, para
combater os comboios blindados sérvios. Nunca entrou em combate.
O fim da Jugoslávia numa montra do centro. Passaram mais de trinta anos. Apesar da normalização das relações com a Sérvia, o tema da “Guerra da Libertação”, expressão croata, continua em discussão na sociedade.
























