Estávamos em 295. O Imperador romano Diocleciano, esgotado pela tarefa de
governar, tomou uma decisão inédita e radical: abdicou do poder e decidiu
passar os últimos anos da sua vida em frente ao mar, perto da sua Salona natal,
num local chamado Aspalathos. Para esse fim, ordenou a construção de um palácio
sem olhar a gastos. Contratou os melhores arquitetos e escolheu os melhores
materiais. Trouxe esfinges do Egito, mármores de Itália e capitéis da Grécia.
Após dez anos de trabalho, surgiu uma obra-prima da arquitetura romana que
daria lugar à cidade de Split. Hoje, como ontem, caminhar pelo centro da urbe
equivale a fazê-lo pelo interior do palácio.
Reconstituição
do Palácio de Diocleciano pelo arquiteto francês Ernest Hébrard, 1912.
O Palácio tinha quatro entradas: três terrestres e uma marítima. No século XVIII, foi construída a marginal Riva diante da porta do mar.
A Riva numa manhã de chuva.
Riva: mescla de edifícios da antiguidade à modernidade.
Praça da República I.
Praça da República II.
Em frente à Porta Dourada, a estátua de Gregório de Nin numa pose colérica, obra do escultor
croata Ivan Meštrović. O Bispo foi o grande defensor da língua croata no século X.
Na parte superior da Porta Dourada, o minúsculo Convento de S. Martinho, reconvertido
num espaço religioso no século VI e ocupado, na atualidade, por seis freiras
dominicanas.
No interior do palácio I.
No interior do palácio II.
Restaurante Figo. Um exemplo da convivência caótica entre moradores permanentes,
espaço público e antiguidade clássica.
Praça do Povo. Local de encontro da modernidade com o património veneziano,
judaico e otomano assente em raízes romanas.
Praça do Povo, Livraria Morpurgo. Fundada por um promotor cultural e
industrial judeu em 1860. É uma das três livrarias mais antigas da Europa. Hoje,
é mais um nome protegido do que uma livraria de referência.
Praça do Povo. Uma placa no chão assinala a queima de livros e a prisão dos judeus em
1942. No interior do Palácio, resiste uma pequena sinagoga com serviço
religioso regular.
Ribarnica, o Mercado do Peixe, fundado em 1890.
Restaurante Picasso.
Uma amálgama de edifícios de épocas e estilos diferentes. No meio, o
campanário da Catedral de S. Domnius, construído entre os séculos XIII-XVI.
Praça do Peristilo, o centro do palácio.
Cenas da vida de um casamento.
Um momento Monty Python: “Romans,
go home”.
A mais bem preservada esfinge egípcia.
“Deixa-me passar” é o nome da rua mais pequena do mundo.
A galeria inferior é a parte mais fiel ao original. Na Idade Média serviu de
depósito de lixo que se acumulou ao longo dos séculos. Os arqueólogos começaram
a retirar o entulho a partir da segunda metade do século XX.
O vestíbulo assinala o início do corredor que dava acesso à parte residencial.
“Klapa”, uma forma tradicional de canto "a capella" da
Dalmácia, que significa "grupo de amigos". Património imaterial no
interior do património material da UNESCO.
No terraço do Museu Etnográfico encontra-se o cimo do vestíbulo.
Um exclusivo para apreciar a excelente acústica.
A cúpula do antigo mausoléu de Diocleciano, atual interior da Catedral de S.
Domnius, feita em pórfiro vermelho do Egito. O túmulo do Imperador desapareceu.
Provavelmente, foi destruído quando o lugar foi reconvertido num templo cristão
no século VII. As autoridades religiosas desejavam eliminar os restos mortais
do antigo perseguidor de cristãos e substituí-los pela memória do mártir do
século III. O primeiro bispo de Salona tornou-se o padroeiro de Split.
Para chegar ao topo do campanário é preciso subir 160 degraus.
Split.





























