domingo, 22 de fevereiro de 2026

Berlim I - Ascensão e queda do Nazismo (1933-1945)

 

Entre 1933-1945, na área "Topografia do Terror" encontravam-se a Gestapo (polícia secreta), a Direção SS (Schutzstaffel, Tropa de Proteção), o Serviço de Segurança da SS e o Gabinete de Segurança do Reich. A exposição ao ar livre “Berlim 1933–1945. Entre Propaganda e Terror” apresenta painéis nas paredes que pertenceram ao edifício da Gestapo, com documentação sobre os acontecimentos que marcaram o nazismo, desde o contexto político dos anos 30 até à derrota na 2.ª GM.


Sede da Gestapo em 1936.


Em 1977, a área fazia parte da linha divisória da cidade.


O Centro de Documentação acolhe a exposição “Topografia do Terror: Sede da Gestapo, SS e Segurança do Império nas ruas Wilhelmstraße e Prinz-Albrecht-Straße”, que incide sobre a ação da polícia secreta e da SS, desde a criação até ao rasto de destruição e terror deixado pela Europa. 


O objetivo deste espaço é divulgar os crimes do nazismo às novas e futuras gerações.


O Parlamento Alemão (Reichstag) funcionou até 27 de fevereiro de 1933, um mês após a eleição de Hitler. Nessa noite, foi incendiado num ato cujas circunstâncias permanecem incertas. Os nazis aproveitaram este acontecimento para controlar o poder e suprimir as liberdades civis. 


O Portão de Brandemburgo serviu de cenário para o nacionalismo alemão.


A Queima de Livros organizada pela Liga de Estudantes Nazis, em 10 de maio de 1933, na Opernplatz (hoje, Bebelplatz), foi um ato de purificação contra o espírito antialemão.


A Biblioteca Vazia é um memorial na Bebelplatz. O gelo e a sujidade não permitem visualizar as estantes vazias no subsolo que evocam os 20 mil livros consumidos pelo fogo.


No local, há uma mensagem profética de Heinrich Heine escrita em 1820: "Isso foi apenas um prelúdio: aqueles que queimam livros, acabam por queimar pessoas".


Inauguração do Estádio Olímpico em 1936. O evento ficou marcado pela propaganda nazi (“Olympia”, Leni Riefenstahl, Alemanha, 1938) …


… e pelas vitórias do atleta afroamericano Jesse Owens que, sozinho, destruiu o mito da supremacia da raça ariana ao conquistar quatro medalhas de ouro. 


O estádio foi remodelado para o Campeonato do Mundo de Futebol 2006.


O Führerbunker era o complexo subterrâneo onde Hitler viveu as últimas semanas da 2.ª GM até ao suicídio em 30 de abril de 1945. Para evitar a sua reconversão num “santuário nazi”, o local foi destruído pelos soviéticos. Atualmente, a área está ocupada por um parque de estacionamento e uma zona residencial. 


Em “A Queda” (“Der Untergang”, Alemanha, Itália, Áustria, 2004), o interior do bunker foi reproduzido nos Estúdios Cinematográficos de Munique. O filme contou com uma interpretação memorável de Bruno Ganz.


Imagem aérea da zona governamental de Berlim em 1945.


O Memorial aos Judeus (2005) é constituído por um campo de estelas em cimento (2.710) e por um centro de informações subterrâneo. 


A Igreja do Imperador Guilherme foi destruída na 2.ª GM, tendo a torre sido preservada para tornar-se num memorial contra a guerra.


Erguendo a bandeira sobre o Reichstag”, Euvgeny Khaldei, 2 de maio 1945. A fotografia simboliza a vitória da URSS sobre a Alemanha. Na legenda do expositor que se encontra no Museu Stasi não há referência à manipulação para efeitos de propaganda. No laboratório, a imagem foi retocada para remover o relógio roubado que estava no pulso direito do soldado que segura a bandeira e foi acrescentado fumo negro para acentuar o dramatismo e a heroicidade do momento. A composição foi inspirada na célebre fotografia tirada por Joe Rosenthal, meses antes, na ilha japonesa Iwo Jima.


O Memorial de Guerra Tiergarten é um dos três monumentos erguidos pela URSS para homenagear os seus 80 mil soldados mortos durante a Batalha de Berlim, entre 16 de abril e 2 de maio de 1945. O humor negro berlinense chama-lhe “Túmulo ao Violador Desconhecido” em consequência da violência sexual exercida sobre as mulheres alemãs no pós-guerra: dois milhões de abortos por ano e 150 a 200 mil “bebés russos”.


Tiergarden (“Jardim dos Animais”) era uma antiga zona de caça imperial bastante destruída durante e após a 2.ª GM, devido à necessidade de madeira como combustível. No livro “A Hora dos Lobos – A vida dos alemães no rescaldo do III Reich”, de Harald Jähner, há uma fotografia que mostra o estado do parque no pós-guerra.


No centro do Tiergarden aparece “A Coluna da Vitória” (Siegessäule), erguida em 1873, para celebrar as vitórias militares da Prússia sobre a Áustria, a Dinamarca e a França.


A coluna é um dos cenários mais conhecidos do filme "As Asas do Desejo" ("Der Himmel über Berlin", Wim Wenders, Alemanha, 1987), em que o anjo Damiel (Bruno Ganz) observa e interage com os pensamentos e a vida dos mortais.

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