Café-Restaurante
Gagarin.
Um concerto com o Homem-Aranha na Sovietskaya, a rua pedonal e comercial do centro de Brest.
Memorial Gueto de Brest. Em 2019, na rua Kuybyshev, foi descoberto uma vala com 1.214 corpos.
Antes da 2GM, a maioria da população de Brest era judaica (40%, 21.518).
Hoje, é residual.
Em
outubro de 1942, os moradores do gueto foram levados de comboio para Bronnaya
Gora (120 km a leste), onde foram mortos e deixados em valas comuns. Um caso
singular no Holocausto: a identidade exata de cada vítima foi registrada
antes da deportação. Os arquivos municipais preservam 12.260 fichas de
identificação.
O Museu dos Judeus é um sítio modesto, no interior de um apartamento,
dedicado à herança judaica de Brest. Está permanentemente
fechado. Consegui entrar graças aos bons ofícios de um residente maldisposto.
Um segundo telefonema num “tom diplomático agressivo” convenceu a família
cuidadora a deslocar-se ao local para abrir a porta.
Casa onde nasceu Menachem Begin (1913-92), Primeiro-Ministro de Israel entre 1977-83. Os pais foram mortos no início da liquidação do gueto.
Ainda há Ladas na Bielorrússia.
Museu Ferroviário.
Entrada na Fortaleza de Brest/Memorial Soviético, o mais
impressionante da URSS, a par de Volgogrado. Por baixo da estrela de cinco
pontas ecoam o batimento cardíaco de soldados, bombardeamentos, tiros de
metralhadora, anúncios da Rádio Moscovo e canções patrióticas com orquestra e
coro. A vibração sonora coloca o visitante, de imediato, no contexto de guerra.
Em 22 de junho de 1941, o ataque da Alemanha à Fortaleza de Brest deu início à
Operação Barbarossa. A resistência durou sete dias. Os soviéticos libertaram
Brest em 28 de julho de 1944. A escultura “Sede” (Zhazhda) mostra um
soldado moribundo rastejando com um capacete na mão a servir de cantil (as
flores são artificiais). Muitos soldados morreram a tentar obter água nos rios.
Dentro da Fortaleza de Brest encontram-se as ruínas do Palácio Branco,
onde foi assinado o Tratado de Paz Brest-Litovsky, em 3 de março de
1918, entre a Rússia Bolchevique e as Potências Centrais. O edifício foi destruído na 2GM.
Ao centro, a baioneta de 100 metros.
Escultura “Coragem” (Glavnyy, 34m por 54m), um soldado soviético de rosto sombrio em homenagem aos defensores da cidade.
Pavlov em visita ao memorial.
Catedral da Guarnição de S. Nicolau.
O Portão Kholmskie tal como ficou em 1945.
Os túmulos, as músicas e a “Coragem” não deixam ninguém indiferente.
No exterior, há recordações ingénuas de interpretação ambígua.
Gorros “soviete clássico” e “soviete chique”.
Debaixo de um viaduto.
Igreja da Irmandade de S. Nicolau.
No interior.
Sob ameaça de chuva.
Nas margens do rio Bug.
Em contagem decrescente para partir. Brest é a nova “Cortina de Ferro”. Terespol, na Polónia, fica a 3 km de distância e a 10 horas de controlo fronteiriço.
































