Não possui a beleza de Tallinn ou Riga. Mas, aquilo que lhe falta em encanto sobrou-lhe em ousadia. Quem estiver interessado pode consultar a libidinosa informação no sítio.
Literatų gatvė, uma rua pedonal dedicada às letras.
Lembrança do Gueto (1941-44). Antes da 2GM, Vilnius tinha 60.000 judeus (40% da população). A maioria não sobreviveu. No Bairro de Vidro trabalhavam ourives, vidreiros e artesãos. Agora, acolhe restaurantes, lojas e cafés.
Menta Vinetu. Uma livraria de 2.ª mão...
...e um café.
Igreja de Sta. Ana (séc. XV). Gótico flamejante em tijolos. Em 1812, durante a campanha militar em direção a Moscovo, Napoleão passou por Vilnius e terá afirmado que gostaria de "levá-la consigo para Paris na palma da mão".
Na fronteira de Užupis. Após a ponte, encontra-se o Užupio Kavinė, um café-restaurante que acolhe o “Barlamento” da República Boémia.
A Constituição tem 41 artigos embebidos pelo espírito libertador.
Um baloiço para reflexão sobre os assuntos de Estado.
Em 11 de março de 1990, a Lituânia tornou-se a primeira república a declarar independência da URSS. Passados 36 anos, a herança arquitetónica está, em geral, bem cuidada. Modernismo Soviético I: Galeria Nacional de Arte .
Durante a minha estadia de quatro dias em Vilnius, passei três vezes pela galeria, em dias e horas diferentes. Encontrei o mesmo homem, sentado no mesmo lugar, à espera do mesmo de sempre. Há quanto tempo o peão branco aguardava por um movimento contrário?
Modernismo Soviético II. Teatro Nacional Dramático da Lituânia. Um rosto, um género: drama, comédia e tragédia.
Modernismo Soviético III. Palácio dos Concertos e Desportos. À espera dos melhores dias.
Um espaço de leitura e uma pequena biblioteca na Praça Lukiškės.
Nas paredes do Museu da Ocupação e da Luta pela Liberdade (antiga sede da KGB) estão gravados os nomes dos lituanos que lutaram pela independência e que foram mortos no interior do edifício (1944-47).
No piso inferior, funcionou a prisão da KGB.
Nos andares superiores, preserva-se a memória da vigilância, tortura e deportação. Milhares de lituanos foram enviados para campos de trabalho na Sibéria.
“Goodbye, Lenin!”, 23 de agosto de 1991.
Valgykla Sultiniai, uma experiência gastronómica numa cantina soviética. “Cepelinai”, batatas recheadas com carne moída envolvida num molho não sei de quê. Sofrível, como seria de esperar. O local alimenta o corpo, não a alma. Também não vende álcool. Há água gaseificada e umas variantes coloridas para fingir alguma coisa. No final, a cantina cumpriu a sua função: prato do dia, dez minutos e andor violeta. Se o almoço fosse principesco e bem regado, não seria possível trabalhar à tarde.
Neringa, um olhar de relance num restaurante para a elite soviética. Ambos sobreviveram ao tempo, cada um com os respetivos públicos: reformados e remediados; turistas e sofisticados.
Na Avenida Gediminas, uma churrascaria usa a arte pop e o humor vegan para captar clientes.
Passeio matinal.
Žvėrynas é um bairro arborizado do século XIX, com arquitetura de madeira e atmosfera tranquila. As trotinetes estão alinhadas como se fossem uma guarda de gansos.
Entardecer junto à Catedral.
Na colina da Torre Gediminas.
A
nova Vilnius que se estende para lá do rio Neris.
A pouco mais de 30 km de Vilnius, situa-se a península Trakai, onde vive uma minoria étnica e religiosa: os caraítas da Crimeia ou Krymkaraylar. Na pequena vila, predominam as casas coloridas de madeira com três janelas e…

…pratica-se uma forma particular de judaísmo num templo chamado Kenessa.
Os caraítas são originários da Babilónia (atual Iraque). Em 1397, foram recrutados na Crimeia para trabalharem como guarda-costas nos castelos de Trakai. Ficaram até hoje.
Alguns edifícios históricos, como o Correio Imperial Russo, têm uma réplica em miniatura .
Doze famílias (cerca de 60 pessoas) garantem a continuidade da minoria caraíta (a língua pertence ao grupo turco-ocidental e utiliza o alfabeto lituano). É uma história de sobrevivência, com futuro incerto.
Além da península, o lago Galvé tem 21 ilhas e está rodeado por florestas densas. O castelo é o ex-libris de Trakai.
Lago Galvé.
Em defesa do ponto G.
































