Arquiteturas do passado e presente I.
Arquiteturas do passado e presente II.
Arquiteturas do passado e presente III.
Arquiteturas do passado e presente IV.
Hard Club de Yerevan, instalado numa estrutura estranha na Rua Pushkin, entalada entre um bloco residencial e um revelo soviético.
Catedral
S. Gregório, o Iluminador. A Arménia foi o primeiro país do mundo a adotar o
cristianismo como religião oficial, no ano 301. Inaugurada em 2001, é o maior edifício religioso do país. Interior cru e de traço
antigo.
Enquanto não aparecem fregueses, Mercado Vernissage.
Fábrica
de Aguardente Ararat. Fundada em 1887. Na fábrica pode-se acompanhar as fases
de produção, apreciar diferentes tipos de aguardentes e visitar um museu. https://en.araratbrandy.com/museum/
A
afirmação vale um tratado. Winston Churchill foi introduzido à aguardente
arménia por Estaline, na Conferência de Yalta, em 1945. Segundo a lenda, o
líder soviético enviava todos os meses garrafas para o primeiro-ministro
britânico. No final da vida, afirmou que tinha bebido aguardente suficiente
para encher três carruagens de comboio! Morreu com 90 anos! A
aguardente favorita de Churchill era esta… https://drinkrituals.com/ararat-dvin
Tabbouleh, salada de bulgur (influência da culinária do Médio Oriente), acompanhada por uma cerveja Erebuni (nome antigo de Yerevan).
Bar-Galeria Mirzoyan. Situado num pátio e casa históricos, funciona como galeria de fotografia, biblioteca e café. O espaço foi idealizado pela
fotógrafa Karen Mirzoyan, para disponibilizar a sua coleção de livros de
fotografia.
Bar-Galeria Mirzoyan II.

A
Mesquita Azul é um refúgio tranquilo da azáfama da cidade. As paredes
estão decoradas com belos azulejos e o edifício está rodeado por jardins bem
cuidados. Foi construída no século XVIII, quando a cidade estava sob domínio
persa. No momento, é o único espaço religioso muçulmano ativo em Yerevan.
Quando a Arménia foi inserida na URSS (1922), a mesquita foi fechada pelos
soviéticos. Após a independência (1991), foi reaberta e restaurada com o
patrocínio do Irão, que a utiliza como espaço cultural. Em
troca, o Irão permitiu que a Arménia restaurasse edifícios religiosos no seu
território (Jolfa, arredores de Isfahan, onde se concentra a comunidade arménia
do Irão).
Interior da Mesquita Azul.
O
Kond é o único bairro que sobreviveu à moderna Yerevan projetada por Tamanian,
onde se podem ver vestígios da antiga urbe persa e otomana, composta por um
labirinto de ruelas estreitas e sinuosas, becos e casas de barro e pedra.
Café em Kond I.


Museu
Sergei Parajanov (1924-1990). Foi um realizador, argumentista e artista plástico
arménio-soviético. Numa época em que as autoridades desconfiavam da arte
que fugia dos cânones realistas, o estilo cinematográfico singular combinado
com a vida privada controversa levaram-no à prisão e à proibição dos seus
filmes. O espaço é reflexo da criatividade do autor, com instalações, colagens,
assemblages, desenhos, bonecos e chapéus. O clássico “A Cor das Romãs” (1969)
pode ser visto no museu.
Salão
de entrada. O Museu Parajanov está classificado como "Tesouro Cultural
Europeu de Cinema", tal como a Casa dos irmãos Lumière (Lyon, França), o
Centro Memorial Eisenstein (Moscovo, Rússia), o Centro Bergman (Ilha de Faro, Suécia),
o Mundo de Tonino Guerra (Pennabilli, Itália) ou as Escadas Potemkin (Odessa,
Ucrânia).
Parajanov com Tarkovsky (à direita), em Moscovo, 1981. Pouco antes de morrer, esteve no Porto, numa edição do Fantasporto.
Sergei Parajanov, em "Assinatura para a Eternidade", por Samuel Piloyan.