O Topo situa-se no extremo sueste da ilha.
Devido à dificuldade em transpor a Serra, a vila esteve sempre “mais próxima”
da Terceira do que da Calheta. Essa influência histórica está patente na
arquitetura civil e religiosa, na atividade comercial e no registo de vários
casamentos entre topenses e terceirenses. Apenas, em meados do século passado,
foi aberta uma ligação terrestre aceitável com a Calheta. Rua principal, que
liga o Império da Irmandade do Divino Espírito Santo ao Cais.
Igreja de Nª Sª do Rosário, reconstruída em 1761,
após o “Mandato de Deus”, nome popular do sismo de 1757, o mais violento
ocorrido, até hoje, no arquipélago.
O Solar dos Tiagos foi recentemente restaurando
e reconvertido em ATL e centro de dia. Na capela, anexa, repousa Willem van den
Hagen, aportuguesado para Guilherme da Silveira, um flamengo quinhentista,
dinamizador do povoamento dos Açores.
Sem a importância económica que teve no Pico e
Faial, a caça à baleia também teve lugar nos mares de S. Jorge. A primeira
armação na ilha foi fundada no Topo, em 1880. Vigia da baleia cercada pelo
milho e aparentemente abandonada ao tempo.
Costa no cais do Topo. Até meados do século XX,
o Topo foi o principal porto de comunicação entre S. Jorge e a Terceira. Aqui
embarcavam passageiros e desmanchavam-se cachalotes. Desse tempo, restou apenas
um guindaste que auxilia atualmente as poucas embarcações que aqui encostam.
Sede do Clube União. Preparativos do 145º
aniversário. Nunca estive numa ilha com tantas bandas filarmónicas. Poucos
devem ser os habitantes que não sabem tocar um instrumento musical.
Após a missa, procissão no âmbito dos festejos
da banda.
Procissão II.
Procissão III.
Ilhéu do Topo visto da
pontinha. Excluída a via aérea, há três formas de lá chegar: de barco, a nado
ou montado em cima de uma vaca ou ovelha! Apesar de ser uma área protegida, os
animais atravessam o pequeno canal a nado até ao ilhéu e por lá ficam horas a
pastar. Perguntei se havia “chatices” com o pessoal do Parque Natural de S.
Jorge ou tubarões na área. Resposta de soslaio de um topense, em início de
estágio para uma prometida borracheira dominical: “Nãaa, senhor!...”. A
consciência ambiental enfrenta dificuldades para atravessar a Serra do Topo.